O vínculo entre o educador e o bebê, segundo Emmi Pikler

A relação entre o bebê e o adulto deve ter como base a reciprocidade e o respeito.

Emmi Pikler é um grande expoente quando o assunto é educação para bebês. Como comentado anteriormente, Pikler passou mais de 50 anos observando e estudando os pequenos.

São inúmeros os aspectos que chamaram a atenção da médica. Dentre eles está o laço criado entre o educador (ou a mãe) e o bebê.

Sem ele é impossível que a criança, ainda dependente do outro, confie e se desenvolva de forma plena.

O vínculo que confere confiança para o bebê

Esse vínculo é estabelecido por meio dos cuidados diários, que vão desde a troca de fraldas até o momento de dormir.

Antes de tudo é importante reconhecer que o bebê é um ser humano completo e como tal necessita de respeito e amor.

Por esse motivo, orienta-se que a educadora sempre converse com a criança, mantenha o contato visual e explique a atividade que está prestes a realizar.

O bebê pode não entender as palavras exatas inicialmente, mas consegue captar a intenção e assim, se torna parceiro do adulto.

A natureza ativa dos bebês

Para a Dra. Pikler, o bebê desde que nasce é ativo, por esse motivo é importante que ele participe das atividades, mesmo que isso envolva uma simples troca de roupas.

É necessário reciprocidade da criança nas atividades diárias, por mais simples que sejam, isto é, ela deve ser a protagonista da ação. A educadora não coloca a roupa na criança. A educadora e o bebê trabalham juntos para que essa ação ocorra.

Cria-se um ritmo saudável, possibilitando que o bebê compreenda o que está sendo realizado. Tudo deve ser feito com calma, para que ele possa experimentar cada detalhe do momento.

Com o tempo é possível perceber que a criança, por livre e espontânea vontade, por exemplo, ajudará a educadora no ato de vestir a roupa, levantando os bracinhos para vestir as mangas.

A ajuda que pode atrapalhar

Muitas vezes o adulto vê a necessidade de ajudar os pequenos, mesmo que estes não precisem. Os bebês possuem um senso de realização que não deve ser podado, chamado de sentimento de competência, pela Dra. Emmi Pikler.

É preciso permitir que o sentimento de competência da criança seja desenvolvido, para que no futuro se torne um adulto mais seguro.

Assim, é por meio da própria ação que a criança começa a perceber sua capacidade de realização e, que precisa ser ativa para conquistar o que deseja, por exemplo, um brinquedo ou objeto no solo.

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