Oratória: A arte de falar em público.

Por Adrian Furnham

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Qual é a fobia mais comum no mundo? Medo de voar? Aranhas? Altura?
Não, é falar em público. No entanto, é um medo que precisa ser superado, pois é um pré-requisito para ser bem sucedido nos negócios.

A arte de falar em público é uma obrigação para qualquer executivo, para tornar-se crível, convincente e memorável. Falar em público pode ser também lucrativo para uma carreira póstuma, como os políticos, esportistas e grandes acadêmicos.

Um número surpreendente de pessoas têm medo de falar em público – uma fobia social relacionada a uma intensa reação por ser avaliado por outros.
Os holofotes trazem reações bem conhecidas: corar, tremer, suar, gaguejar.

No entanto, como empresário, você poder ser freqüentemente chamado para contar sua história, inspirar as tropas, fazer apresentações e falar em conferências. Você representa sua equipe, departamento e empresa.

É, portanto, uma habilidade essencial, não apenas desejável. Não admira que existam tantas empresas oferecendo ajuda e conselhos, promovendo uma espécie de formação com terapia –utilizando menos slides, mais emoções, com ênfase em uma “gestão de auto-estima”. E quase todos os clientes dizem receber benefícios reais.

Uma grande parte da efetividade de qualquer conteúdo fica, é claro, por conta de sua riqueza.
Porém, mesmo um discurso brilhantemente estruturado e espirituoso, pode ter seu conteúdo prejudicado por uma má apresentação.
Assim, um pouco de estilo às vezes pode compensar o próprio conteúdo.

Há muitas dicas divertidas. Leia um sermão que você já conhece e ele pode parecer pobre ou desconexo. A questão é justamente que grandes oradores sabem a importância da cadência: devagar para transmitir profundidade, rápido para excitar… Provar as palavras: modular a voz, utilizar-se dos gesto para melhorar seu significado.

Bons oradores sabem também sobre a importância da clareza –de conteúdo e clareza do som. O primeiro para ser direto com o público, sem pompas nem paternalismos.
Da mesma forma, é importante que os equipamentos transmitam os sons com clareza.

Depois, há a arte da pausa – pausa para um efeito, pausa para uma reflexão, pausa para dar a profundidade. Muitos políticos se esquecem disso.
Em seu desejo maníaco de “manter a pose” quando lhes põem contra a parede, ignoram o poder das pausas. Elas podem ser interpretadas como dúvida ou um vacilo, mas também podem e devem ser usadas como grande efeito.

Empresários em geral, não pensam em si mesmos como oradores. Eles simplesmente querem assegurar transmitirem uma mensagem fácil e de alto impacto, sendo instruídos a “fazer de maneira simples”: olharem de maneira confiante e segura enquanto proferem o discurso, mesmo que não tenha sido escrito por eles mesmos.

Escritores de discursos sabem uma ou duas coisas sobre artifícios retóricos.
Eles têm o ABC, como antecipação e comparação. Muitos estudaram as técnicas de grandes oradores.

E segue uma lista de dicas úteis para se lembrar:

  • Contrastes são bons: o mau passado, o glorioso futuro. Contradições também, para comparar opostos: nós e eles, o caminho para a prosperidade ea estrada para a ruína.
  • Escritores de discursos têm que entender o “ofício do poeta”. Esta é a arte de explorar não só o significado, mas o som das palavras e as imagens evocadas por analogias e metáforas. “Primeiro você diz ao público o que você vai dizer-lhes, em seguida, diz a eles, depois, diz o que lhes disse. Emocione-os apelando aos seus mais profundos valores e ansiedades. Fazê-los acreditar em você por meio de visões heroicas de um mundo novo. Sorria muito, olhar confiante…”
  • Abra mão do PowerPoint. Aprenda a arte de escrever discursos, leia poesia e grandes conferências. E pratique, pratique, pratique.

Adrian Furnham é professor de psicologia da University College London.
Acesse o artigo original em inglês clicando aqui

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