A função do medo na Oratória

Este título pode a princípio parecer estranho… De que poderia servir o medo na oratória, senão para nos desconcentrar, fazer-nos esquecer o que deveria ser dito e suar em frente a plateia que nos observa? 

No entanto, se olharmos a questão mais a fundo veremos que de fato, o medo tem sua importância para uma boa oratória.

Em primeiro lugar há que se tornar consciente de que todos sentem medo em diversas situações e o próprio medo de falar em publico é, segundo pesquisas, um dos maiores medos que as pessoas manifestam. Tendo isso em vista, não seria estranho que uma pessoa não sentisse medo algum momentos antes de se defrontar com uma platéia desconhecida?

 O medo é como um alerta natural de que há um perigo, de um risco que se está correndo. No caso de falar em público podem estar inseridas diversas questões pessoais (como vergonha, orgulho, medo ao fracasso), mas o ponto fundamental é que, se uma pessoa está com medo de falar em publico, essa apresentação tem uma importância para ela. Se o orador tivesse total indiferença a isso, não teria por que ter medo.

Tudo bem… Mas e qual é a função dele, afinal? Será que não existiria nenhuma forma de vivermos sem ele?

Há uma história sobre um decatleta – atleta que compete uma série de dez provas – que ilustra muito bem esta questão. Após obter numeráveis vitórias, ele começou a ter uma perda de desempenho significativa.
Seu treinador, ao investigar a razão acabou por descobrir que isso ocorreu por um motivo muito peculiar, que fora ocasionado pela perda do medo no atleta: conforme ia vencendo, as competições passaram a ter menor significado pra ele. Dessa forma o medo – juntamente com seu desempenho – se perdeu.

O medo é como uma carga de energia extra que preenche nosso corpo quando este detecta um risco. Se mal utilizada, essa energia pode até mesmo se manifestar como pânico, um medo descontrolado que nos impede de fazer o que deve ser feito. Por outro lado, se o medo é totalmente eliminado, desaparece juntamente essa energia, reduzindo nosso desempenho.

Um bom orador, portanto, nem tenta perder seu medo, nem deixa que ele comprometa sua apresentação: desenvolve técnicas físicas e psicológicas para lidar com o medo e não permitir que ele transpareça, fazendo o melhor uso possível dessa energia.

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